quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Estreias da Semana em Manaus - 27 de Agosto

Filme: Karate Kid
Direção: Harald Zwart
Elenco: Jaden Smith, Jackie Chan, Taraji P. Henson
Sinopse: Dre (Jaden Smith) vai com sua mãe para a China contra a sua vontade para que ela possa trabalhar. Ele não conhece a língua e tem dificuldades de se relacionar com as crianças de lá. O jovem sofre agressões verbais e psicológicas que não demoram a chegar à agressão física. Ele, então, conhece Mr. Han (Jackie Chan), que se oferece para lhe ensinar mandarim e artes marciais.
ONDE: Cinemark, Cinemais, Playarte, Severiano Ribeiro
Filme: Par Perfeito
Direção: Robert Luketic
Elenco: Ashton Kutcher, Katherine Heigl, Thomas Selleck
Sinopse: Spencer Aimes (Ashton Kutcher) é um superassassino contratado pelo governo acostumado a paisagens exóticas da Europa. Mas, quando ele conhece Jen Kornfeld (Katherine Heigl), uma linda garota apaixonada por computador, ele encontra o verdadeiro amor. Três anos depois, quando ainda desfrutam o casamento, descobrem que são alvo de um negócio multimilionário que envolve suas mortes. Pior: os assassinos podem ser qualquer um.
ONDE: Cinemark, Cinemais, Playarte, Severiano Ribeiro

SET UFAM DE BOLSO - EDIÇÃO XXVI

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Emanuelle Canavarro e Karla Priscylla trazem as novidades do mundo do cinema no SET UFAM DE BOLSO!

Atrações:

- "Salve Geral" vencedor do Festival de Cinema Brasileiro em Miami;
- Michael Douglas está com um tumor na garganta;
- Stallone no topo das bilheterias norte-americanas;
- Doug Liman anuncia novo projeto.

Não Perca!

Lançamentos de DVD em Agosto

Zona Verde... dia 04
Ninja Assassino... dia 05
Carros Usados, Vendedores Pirados... dia 09
Embarque Imediato... dia 09
Do Começo ao Fim... dia 09
Tekken... dia 10
Morte no Funeral... dia 11
Caçador de Recompensas... dia 11
O Padrasto... dia 11
Ameaça Terrorista... dia 11
Criação... dia 11
Cidadão Boilesen... dia 11
Quincas Berro d'Água... dia 11
Dupla Implacável... dia 11
Assalto ao Carro Blindado... dia 11
Lembranças... dia 13
Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos... dia 13
Um Professor em Apuros... dia 17
Um Cara Acima da Média... dia 17
Uma Noite Fora de Série... dia 18
O Primeiro Mentiroso... dia 18
Mary & Max... dia 18
Atividade Paranormal... dia 18
Cabana do Inferno 2... dia 18
Caso 39... dia 24
Stan Helsing... dia 24
À Procura de Eric... dia 24
Amor Sem Escalas... dia 24
Uma Mãe em Apuros... dia 24
Direito de Amar... dia 24
A Revanche... dia 24
2019 - O Ano da Extinção... dia 25
Triângulo do Medo... dia 25
A Riviera Não é Aqui... dia 25
Os Homens que Não Amavam as Mulheres... dia 25
Paintball... dia 26
Crimes e Pecados... dia 26
Fúria de Titãs... dia 26
Gossip Girl - 3a Temporada Completa... dia 26
Vampire Diaries - 1a Temporada Completa... dia 26
Tiras em Apuros... dia 30
Grey Gardens... dia 30
Os Famosos e os Duendes da Morte... dia 30
As Melhores Coisas do Mundo... dia 30

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Crítica: Ponyo

Por César Nogueira, produtor do SET UFAM.

Grandes diretores têm seus filmes menores. Por exemplo, Akira Kurosawa dirigiu “Rapsódia em Agosto”, um filme mais inteligente e sensível do que a média, mas menor que outros trabalhos do mestre, como “Kagemusha”e “Rashoumon”. O mesmo acontece com Ponyo, do seu conterrâneo Hayao Miyazaki.


Estão na moda filmes para crianças com temas que só os adultos vão compreender de fato. A Pixar é mestra em fazer isso. Mas o Studio Ghibli, de Myazaki, já fazia isso nos anos 1980 com filmes como “Meu Vizinho Totoro”. Nas obras de Miyazaki não só a temática é adulta, mas o modo como as crianças encaram o mundo também é. Para o artista, ter desafios e responsabilidades na infância não excluem a inocência e a beleza dessa época. E mais uma vez ele nos mostra isso quando conta a história de Ponyo, uma peixinho-dourada que vira amiga e depois par romântico de Sosuke e que, por causa dele, resolve se tornar humana. Para alcançar o seu objetivo, ela vai contra a vontade do pai, Fujimoto, que compreensivelmente quer vê-la distante dos humanos e também tem que abdicar dos seus poderes mágicos.



Miyazaki chega a ser contestador por ainda fazer animações em quadro-a-quadro, quase evitando o uso de recursos computacionais. E Ponyo não é exceção. Nele, tudo é detalhado e fluido, e os personagens são desenhados com traços minimalistas. A água em Ponyo é um destaque à parte: os reflexos nela e os seus transbordamentos em vasilhas são realistas. Ao contrário, as ondas do mar, desenhadas em ukiyo-e por uma criança, dão ao filme uma leveza e um escapismo da realidade típicos dessa forma de arte tradicional japonesa. Falando em mar, ele é praticamente um personagem da trama, pois tudo gira em torno dele. E em Ponyo os seres fantásticos, tão marcantes na obra de Miyazaki, deram lugar a animais de Eras remotas do planeta.


O tema principal do filme é o sacrifício que fazemos por um amor romântico. Podemos duvidar disso, pois se tratam de duas crianças de cinco anos; a pureza da relação de Ponyo e Sosuke nos soa mais como uma amizade sincera. Mas o filme quase nos diz explicitamente que ali é amor, bem, carnal. Já que ele tá dizendo... O subentendido em Ponyo fica por conta da temática ambientalista. Durante a primeira metade, vemos muito lixo boiando. Toki, que mora no asilo onde Lisa, a mãe de Sosuke trabalha, pragueja contra Ponyo, dizendo que ela iria trazer uma tsunami. A tragédia chega e alaga tudo. Sua causa não foi a peixinho-dourado, e sim consequência de atos dos humanos, os verdadeiros vilões da história.



Em O Castelo Animado, uma adolescente dá valor à sua juventude depois de ter sido transformada em anciã. Em Ponyo, Miyazaki mostra a beleza de ser jovem com a já mencionada Toki mais Yoshie e Noriko, que querem voltar a andar normalmente. Todos esses conflitos possuem a suavidade das marés e é refinado pela trilha sonora. O compositor Joe Hisaishi, que já veio ao Amazonas Film Festival, criou uma música-tema para Ponyo menos marcante só se comparada com a que fez para “Meu Vizinho Totoro”.



Crianças provavelmente não vão entender por completo a história de Ponyo, mais ou menos como acontece com Toy Story 3, um dos melhores filmes do ano e que homenageia Miyazaki ao colocar o Totoro como figurante. O diferencial dos filmes do Studio Ghibli para a concorrência é que as suas crianças não só têm atitudes maduras, mas também têm consciência disso. Ponyo, se comparado a um Viagem de Chihiro ou um Nausicäa, é um filme menor. Mas é bom lembrar que um Miyazaki em um mau dia é sempre melhor que um Michael Bay com inspiração divina.


NOTA: 8,0

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Eldorado - Episódio Especial

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Conhece a série Eldorado?

Boa oportunidade para conhecer o sitcom do SET UFAM nesse episódio especial!

Não Perca!

Vida de Cinéfilo - Alexandre Diaz

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Alexandre Diaz é o entrevistado da vez no quadro "Vida de Cinéfilo".
Matrix, filmes geeks e videogames são alguns dos temas.

Agradecimento especial a Secretaria de Cultura do Estado do Amazonas.

Não Perca!

Soundtracks - Músicas Românticas

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Mônica Dias foi até o Largo de São Sebastião e perguntou ao público qual a música de filme romântico mais inesquecível!

Assista até o fim! Prêmios para você!

Não Perca!

domingo, 22 de agosto de 2010

História do Cinema Amazonense - Anderson Mendes

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Jovem cineasta amazonense, Anderson Mendes é o homenageado do quadro "História do Cinema Amazonense".
Ele dirigiu sucesso como "A Incrível História de Coti: O Rambo do São Jorge" e "Picolé do Aranha".

Não Perca!

Biografia - Christopher Nolan

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Diretor de "A Origem" e "Batman - O Cavaleiro das Trevas", Christopher Nolan é o homenageado do quadro Biografia.

Não Perca!

Entrevista - Pablo Villaça

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O crítico de cinema e editor do site "Cinema Em Cena", Pablo Villaça esteve em Manaus para realizar o Curso de Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica.

Claro que o SET UFAM não ia perder a oportunidade de entrevistar um dos principais críticos de cinema do país.
Confira agora a entrevista de Pablo para o SET UFAM!

Divirta-se!

sábado, 21 de agosto de 2010

CrítIca - A Origem

Por Caio Pimenta
Diretor-Geral do SET UFAM


Há quatro meses fiz um texto para este blog sobre uma lista com os 10 melhores diretores da atualidade. Claro que houve muita polêmica. Duas chamaram a minha atenção: o questionamento do porquê grandes nomes como Scorsese e Tarantino não estavam presentes e dúvidas sobre o talento de Christopher Nolan, que muitos julgavam ser um bom diretor, mas não tanto para ser o primeiro colocado.

Talvez, agora com o excelente “A Origem”, o trabalho do americano seja visto com o valor merecido.

O sétimo longa-metragem de Nolan conta a história de Don Cobb (Leonardo DiCaprio), especialista em invadir a mente das pessoas no momento em que elas estão dormindo para roubar segredos guardados no subconsciente das pessoas. Prestes a se aposentar, ele é convencido por Saito (Ken Watanabe), membro de uma empresa energética em difícil situação no mercado, a agir pela última vez: a missão é colocar uma idéia na mente de Robert Fisher (Cillian Murphy), o que pode tornar possível uma mudança no comando do setor da energia mundial. Porém, esse é um tipo de operação complexa, envolvendo três dimensões do subconsciente, o que torna tudo mais instável. Para piorar, Cobb possui um trauma familiar que pode colocar tudo a perder.


Criar um universo tão rico de modo que o espectador não se perdesse era o maior desafio de Christopher Nolan. Afinal de contas, precisamos acompanhar em boa parte da trama de 3 a 4 linhas narrativas, cada qual com suas particularidades.

Por isso, no primeiro ato somos convidados a conhecer as regras, o mundo dos sonhos, os limites do que se pode ou não fazer e quais habilidades os profissionais precisam para enfrentar o desafio de “plantar” uma idéia na cabeça de alguém.

Apesar de em alguns momentos o filme perder o ritmo devido as constantes (e necessárias) explicações, somos brindados com diálogos densos sobre os truques usados para a enganar a mente e a excelente seqüência em Ariadne (Ellen Page) está dentro da mente de Don Cobb e vai descobrindo (e nós também) como criar o mundo dos sonhos sem causar desconfianças na pessoa invadida.

Assim que Cobb e sua equipe começam a invasão ao mundo dos sonhos, a tensão e a ação crescem o que permite ao diretor criar três belas seqüências: a perseguição de um bando armado logo na chegada do grupo ao sonho de Fisher, mostrando o tamanho do desafio, mesmo que ele seja extremamente planejado; a luta entre Arthur (Joseph Lewith-Gordon) com os seguranças do hotel, onde eles parecem duelar como super-heróis, com golpes rápidos e capazes de voar, mesclando referências a Superman, Matrix e 2001 – Uma Odisséia no Espaço; e o clímax do filme reúne toda a loucura e criatividade do roteiro de Christopher Nolan.

Leonardo DiCaprio mostra mais uma vez a maturidade que o vem tornando um dos melhores atores de Hollywood, apresentando um homem instável, mesmo tentando transparecer o oposto.

Cobb é um profissional competente, o melhor que há em sua categoria, capaz de criar sonhos perfeitos, conhecedor de todos os limites do subconsciente humano.

Porém, o trauma que carrega e o sofrimento de não poder ter os filhos por perto é tão grande que o fazem sentir-se vulnerável, colocando em risco todo o grupo. Já Marion Cottilard dosa muito bem as variantes de Mallorie Cobb: da mesma forma que pode aparecer bela e sensível, com um leve toque de carência, pode estar ameaçadora e paranóica em outro take, o que caracteriza perfeitamente a fragilidade emocional da personagem.

Infelizmente, a diferença entre DiCaprio e Cottilard e o restante do elenco é grande.

Ellen Page possui carisma, mas não consegue fazer Ariadne “decolar”, sendo mera coadjuvante de DiCaprio.

Já Watanabe até que começa bem, mostrando Saito como uma pessoa preocupada pela grave situação econômica em que se encontra e ambicioso ao extremo, porém depois de um determinado momento não faz mais nada na história.

Michael Caine faz uma ponta impossível de avaliar qualquer coisa, enquanto Cillian Murphy e Joseph Lewith-Gordon conseguem ser bons coadjuvantes e nada mais que isso.

Nos aspectos técnicos de “A Origem” chama a atenção a trilha sonora de Hans Zimmer, sufocante, densa e misteriosa, com toque épicos, porém contidos, que nos joga no filme como uma espécie de labirinto a ser cada vez mais desvendado (ou não).

Outro ponto de destaque é a direção de arte e edição, principalmente na cena da escadaria infinita, pois a rapidez dos cortes e a construção de todo o cenário nos engana da maneira planejada por Nolan. Se não houver indicações ao Oscar 2011 nessas categorias, a Academia vai estar cometendo um crime.


“A IDÉIA É O PARASITA MAIS RESISTENTE” – Don Cobb


Dessa forma, Don Cobb mostra a importância de seu trabalho e de todo o universo no qual se passa “A Origem”: a possibilidade de mudar o rumo do mundo ou conseguir informações secretas usando os o subconsciente das pessoas.

Interessante notar que em nenhum momento há garantias de que tal método é 100% eficiente, mas a crença de que se criando um mundo parecido com o nosso, tornando o sonho o mais real possível, a chance da idéia “plantada” tornar-se, no mínimo, um pensamento incômodo é grande.

Viver a realidade, cheia de imperfeições, problemas, situações incômodas e da rotina se há possibilidade de construção de sonhos perfeitos é um dilema que os personagens de “A Origem” enfrentam.

A divisão entre o que é realidade e sonho é tão frágil que percebe-se claramente em vários momentos a dificuldade de Don Cobb em saber o que ele está vivendo.

Porém, nada melhor ilustra tal situação do que o relacionamento entre o personagem de DiCaprio e sua esposa, já que o período vivido dentro dos sonhos é intenso, romântico, a concretização do amor idealizado por qualquer casal.

A conseqüência da necessidade de volta ao mundo real mostra a fragilidade que uma imersão profunda em um sonho pode representar e o perigo de não se estar preparado para isso.


Não há como comentar “A Origem” sem falar sobre a cena final.

Então quem quiser ler a partir daqui, já sabe que vai ter SPOILERS.

OK?

Vamos lá: a beleza da construção da cena final de “A Origem” é a mostra decisiva de como Nolan tinha todo o filme sob controle.

Quando vemos, após toda a imersão nos sonhos de Robert Fisher, o personagem de Don Cobb encontrar os filhos, não há como se emocionar com sua conquista, mesmo sabendo que o suicídio de Mal está relacionado a uma trapaça realizada por ele.

Daí, quando ao entrar em casa, pouco nos importamos se ele gira o totem, objeto que faz os personagens saberem se aquilo que vivem é real ou não, pois, nesse momento, a câmera foca mais o abraço dele nos filhos. De repente, Nolan nos faz atentarmos novamente ao totem que continua girando, indicando que tudo é um sonho.

Pouco depois vem o corte e fim de filme.

O detalhe é o momento do corte: a impressão que passa é que o totem está para começar o movimento de queda, porém a velocidade dele tende a continuar girando.

Qual a conclusão podemos tirar?


Isso é com o espectador.

Podemos crer que tudo não passava de um sonho, criado por Mal para fazer com que Cobb acreditasse ter saído do mundo perfeito do casal.

Outra opção é achar que o totem realmente caiu e o personagem de Leonardo DiCaprio conseguiu voltar a viver com os filhos.

Ou então que Saito enganou Cobb. Ou que esses dois estão no limbo e por aí vai.

Mil intepretações podem surgir desse momento.

Exatamente o que Nolan planejava ao idealizar a cena.

Christopher Nolan conseguiu construir um mundo incrível em “A Origem”, cheio de significados e conceitos complexos.

Porém mais do que isso, Nolan mostra a maior habilidade que um diretor e roteirista de cinema pode ter: saber contar uma história..


NOTA: 8,5

PS: link para a lista de melhores diretores da atualidade: http://setufam.blogspot.com/2010/03/os-10-maiores-diretores-da-atualidade.html

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

SET UFAM DE BOLSO - EDIÇÃO XXV

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Novidades sobre o mundo do cinema você confere aqui no SET UFAM DE BOLSO!

Atrações:
- Tom Cruise e Missão Impossível 4;
- Festival de Cinema Brasileiro de Miami;
- Revista Empire escolhe os personagens mais legais do cinema;
- Alinne Moraes em "O Homem do Futuro".

Apresentação de Emanuelle Canavarro e Karla Priscila!

Não Perca!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Quer ganhar um dvd?

Hoje, o Set Ufam promove uma competição entre os cinéfilos. Arrisque seus conhecimentos sobre trilhas sonoras com o nosso quiz, e concorra a 2 filmes muito especiais! Basta enviar um e-mail com todas as respostas para setufam@gmail.com. As primeiras duas pessoas que responderem corretamente às cinco questões levarão um filme pra casa. Os vencedores serão anunciados no próximo programa, e aqui no blog.

As perguntas são:

1 – Quem são os autores de “Moon River”, tema do filme Bonequinha de Luxo?




2 – Qual é o nome da música-tema do filme Casablanca, interpretada na telona por Dooley Wilson?


3 – Qual é o musical de maior bilheteria do cinema em todos os tempos?

4 – Que cantor inglês gravou a famosa versão de “She”, de Charles Aznavour, para a trilha do filme Um Lugar Chamado Notting Hill?


5 – Como se chama o novo projeto dos ex-namorados Glen Hansard e Markéta Irglová, o casal do filme Apenas uma Vez, que lançou neste ano o disco Strict Joy?




Participe e Boa sorte!

Estreias da Semana nos Cinemas de Manaus - 20 de Agosto

Filme: O Último Mestre do Ar
Direção: M. Night Shymalan
Elenco: Jackson Rathbone, Dev Patel, Nicola Peltz
Sinopse: Ar, Água, Terra e Fogo. Quatro nações unidas pelo destino quando a Nação do Fogo inicia uma guerra brutal com as outras. Um século se passou sem qualquer esperança em vista de uma mudança neste caminho de destruição. No fogo cruzado entre o combate e a coragem, Aang (Noah Ringer) descobre que é o Avatar, o único com o poder de manipular todos os quatro elementos. Aang reúne-se com Katara (Nicola Peltz), uma dobradora de água, e seu irmão Sokka (Jackson Rathbone), para restaurar o equilíbrio do seu mundo em guerra.
ONDE: Cinemark, Cinemais, Playarte, Severiano Ribeiro
Filme: O Golpista do Ano
Direção: M. Night Shymalan
Elenco: Jim Carrey,Ewan McGregor, Rodrigo Santoro
Sinopse: Steven Russel (Jim Carrey), um ex-oficial e pai de família, foge constantemente da prisão. Em uma das fugas, conhece Philip Morris (Ewan McGregor), colega de cela. Quando este é liberto, Russel tenta de todas maneiras encontrar Morris fora da prisão e passa por situações inusitadas, como se tornar diretor financeiro de uma companhia.
ONDE: Cinemark, Cinemais

domingo, 15 de agosto de 2010

Crítica: Os Mercenários

Por César Nogueira, produtor do SET UFAM.

"Top Gang 2: A Missão" debocha de filmes como Rambo. Uma das suas cenas mais lembradas é a que há um marcador com o total de iraquianos mortos por Charlie Sheen. As produções que inspiraram a paródia, com suas faltas de verdade nos tiroteios e nas interepretações, tinham escasseado na última década. E eis que então Silvester Stallone chama atores tão canastrões quanto ele e revive o gênero com Os Mercenários, dando assim matéria-prima para novos filmes-paródia.



Basicamente, a história é Barney Ross (Stallone) e sua equipe, uma mistura de Miami Ink com American Choppers, explodindo uma ditadura caribenha. Um detalhe interessante é que no papel dos vilões saem os fundamentalistas islâmicos e entram narcoditadores-de-arquipélago-latino-americano-parado-nos-anos-50. Mesmo assim, as últimas guerras americanas em países muçulmanos e a paraonia em decorrência delas são refletidas na produção dirigida por Stallone. Comprovam isso o início do filme, em que os mercenários resgatam reféns de piratas somalis – e muçulmanos -, e o grupo que dá nome ao filme terceiriza os conflitos ao cobrar para lutar neles, tal como a Blackwater faz no Iraque. E graças à alusão aos grupos paramilitares fomos brindados talvez com o momento mais canastrão do cinema deste ano.



Stallone vai a uma igreja para falar com um cliente, chamado de Mr. Church (Bruce Willis), que quer derrubar o ditador latino-americano. Também vai pra ouvir a proposta Trench (Arnold Schwarzenegger), um concorrente seu. A cena se destaca não só pela reunião dos três atores, mas também porque eles fazem questão de serem mais picaretas do que já são. Os diálogos, em que um corta o outro, são autoironia pura, e a descontração deles por estarem naquela situação é disfarçada pela incapacidade dos três em serem expressivos. Não é óbvio dizer que o Governator ganha a disputa de quem é mais inexpressivo de todo o filme, porque ele tem concorrentes à altura. É motivo de riso involuntário qualquer diálogo que envolva Dolph Lundgren, o eterno Ivan Drago, ou Jet Li, que mesmo vestido com camisa de botão parece usar uniforme de kung-fu. Eric Roberts, intepretando um ex-agente da CIA, só faltou dizer um “olhem como sou bad guy”, de tão caricato que está, e os seus capangas botam tanto medo quanto o Sloth, dos Goonies. Já com a brasileira Gisele Itié, no papel de Sandra, o espectador talvez sinta pena dela: tadinha, ela deve ter passado muita fome durante as filmagens.


Fome ou reação inconsciente por ser par romântico de Stallone?


Os Mercenários, vá lá, tem méritos voluntários. As cenas de tiroteio e esfaqueamento têm momentos criativos como no início, em que são mostradas a partir do sensor de calor dos paramilitares, e quando Hale Caesar (Terry Crews, o pai do Chris) sai metralhando todo mundo com a sua Big Fucking Gun, aliás, esse é o único momento em que se justifica a sua existência na trama. Outra sacada legal é o desfecho, que reforça a ideia defendida principalmente no momento em que Tool (Mickey Rourke) conversa com Ross enquanto desenha num violão. Mas essas cenas onde a ideia do filme é mostrada ou emperram a narrativa, como todas as que envolvem a vida pessoal de Lee Christmas (Jason Straham, praticamente um Bruce Willis inglês), ou soam como raízes de uma continuação.


Outro grande defeito, dependendo do ponto de vista, é a cena de ação final. Como assim, Stallone, sequências em que cinco gatos pingados derrotam o exército de um país inteiro com apenas um pente de bala e sem sofrer um arranhão? Por um acaso tu se inspirou em Top Gang 2 quando pensou na cena em que tu, parado e com uma pistolinhinha automática, derruba uns cinco negos que foram enfileirados em direção a ti?



Contador de corpos em Top Gang 2: O cinismo de Charlie Sheen rouba essa cena.


Sylvester Stallone lançou clássicos como Rocky e Rambo, mas atualmente reaproveita suas ideias. Em Os Mercenários ele faz o que se cansou de fazer nos anos 80: explodir tudo, metralhar todos e falar frases de efeito. O diferencial é que chamou vários astros que dividem entre si a mesma condição (ou seja, a decadência) e contou uma história que não se leva a sério, e, caso se levasse, não teria como encará-la seriamente.


Se parodiarem Os Mercenários, que os diretores não sejam os mesmos de Os Espartalhões.



NOTA: 5,5

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Estreias da Semana nos Cinemas de Manaus - 13 de Agosto

Filme: Os Mercenários
Direção: Sylvester Stallone
Elenco: Sylvester Stallone, Jason Statham, Jet Li, Dolph Lundgren
Sinopse: Um grupo de mercenários - composto por Barney Ross (Sylvester Stallone), Lee Christmas (Jason Statham), Yin Yang (Jet Li), Hale Caesar (Terry Crews), Toll Road (Randy Couture) e Gunnar Jensen (Dolph Lundgren) - é enviado para um país da América do Sul para derrubar um ditador. Logo após o começo da missão, o grupo descobre que a missão não é tão simples quanto parecia e, de repente, está no meio de uma perigosa conexão.
ONDE: Cinemark, Cinemais, Playarte, Severiano Ribeiro
Filme: O Aprendiz de Feiticeiro
Direção: Jon Turteltaub
Elenco: Nicolas Cage, Monica Bellucci, Alfred Molina
Sinopse: Dave (Jay Baruchel) é apenas um estudante comum, ou assim parece, até que Balthazar Blake (Nicolas Cage), um feiticeiro experiente, o recruta como seu relutante protegido e dá a ele um curso rápido nas artes e na ciência da magia. Enquanto Blake se prepara para a batalha contra as forças ocultas em Manhattan dos dias de hoje, Dave logo entende que terá de reunir toda a sua coragem para sobreviver ao treinamento, salvar a cidade e ficar com a garota que ama.
ONDE: Cinemark, Cinemais, Playarte, Severiano Ribeiro
Filme: Ponyo - Uma Amizade que Veio do Mar
Direção: Hayao Miyazaki
Sinopse: Ponyo é uma peixinha dourada que conhece o garoto Sosuke. Ele a leva para sua casa e decide cuidar dela. O amor e a amizade entre os dois é tão grande, que Ponyo resolve se tornar humana só para ficar mais tempo ao lado de seu amigo.
ONDE: Playarte

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Livros: "Easy Riders, Raging Bulls", de Peter Biskind


Por Renildo Rodrigues, diretor auxiliar/produtor do Set Ufam


No século 20, a década de 1960 ocupa uma posição central. Tempos de muita rebeldia, contestação e descobertas, os sixties entraram para o imaginário popular com uma série de eventos inesquecíveis: Beatlemania, Guerra do Vietnã, a Crise dos Mísseis em Cuba, Kennedy, ditaduras na América Latina, os festivais de Monterey e Woodstock, protestos estudantis na França, a chegada do homem à lua. Ufa! Para cada ano dessa época feroz, o mundo sentiu fissuras profundas em seu âmago.
Dennis Hopper e Peter Fonda em Easy Rider - Sem Destino (1969)

Uma nova geração de cineastas, sob a influência desses acontecimentos, se pôs a virar do avesso os dogmas da Sétima Arte. Francis Ford Coppola, Martin Scorsese, William Friedkin, Steven Spielberg, Robert Altman e outros promoveram uma renovação no cinema americano, com a introdução de temas pessoais, naturalismo nos cenários e atuações, histórias que abordavam os dilemas de pessoas comuns. A ascensão e a queda desse movimento é o mote do livro Easy Riders, Raging Bulls – Como a Geração Sexo, Drogas e Rock ‘n’ Roll Salvou Hollywood, do jornalista Peter Biskind. Lançada lá fora em 1998, a obra chegou ao Brasil no fim do ano passado. Leitura obrigatória para cinéfilos, Easy Riders, Raging Bulls é o registro de um momento decisivo na evolução dessa arte.
Al Pacino, Marlon Brando, James Caan e John Cazale em O Poderoso Chefão (1972)

Biskind fez centenas de entrevistas, buscando recriar as circunstâncias em que muitos desses filmes foram produzidos, e a personalidade de seus realizadores. O hilariante e perturbador Dennis Hopper (de Easy Rider – Sem Destino) e o megalomaníaco Coppola rendem grandes momentos. Descobrimos o trabalho obstinado de pequenas produtoras, as circunstâncias absurdas em que algumas obras vieram à luz, a mudança nos centros de poder em Hollywood, a derrocada patética de muitos artistas, num ciclo de escândalos sexuais e abuso de drogas. Mas, acima disso, descobrimos o intenso, pulsante conteúdo humano que foi a força motriz do cinema americano dos anos 60 e 70. Biskind mostra a extensão do legado de cada um desses cineastas, que, afinados com o cinema europeu da época (Fellini, Bergman, Antonioni), puseram novos valores no mapa. E também a reação de Hollywood: pouco a pouco, os preceitos desse grupo ajudaram a construir as novas diretrizes dos blockbusters, com Tubarão (1975) e Star Wars (1977) como emblemas dessa mudança.
Robert De Niro em Taxi Driver (1976)

Easy Riders, Raging Bulls ajuda a recuperar uma época de ambição e mudanças, na qual foi criado um conjunto de obras tão forte que muitos de seus filmes são listados entre os melhores já feitos. Ele chega num ótimo momento para os fãs de cinema no Brasil, em que muito desses filmes têm ganhado edições especiais em DVD, permitindo a redescoberta de diretores maravilhosos e esquecidos, como Hal Ashby (de Amargo Regresso), Terrence Malick (Terra de Ninguém), Nicholas Roeg (Inverno de Sangue em Veneza) e Warren Beatty (Reds). E, claro, a prazerosa revisão de clássicos como O Poderoso Chefão, Taxi Driver, Scarface, M.A.S.H., Chinatown, Um Estranho no Ninho, Laranja Mecânica, Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, O Exorcista, A Última Sessão de Cinema, Rocky...
Brian De Palma, Steven Spielberg e Martin Scorsese: mudanças profundas no cinema americano

domingo, 8 de agosto de 2010

Dica de filme: Rocky

Por César Nogueira, produtor do SET UFAM.


O nosso diretor auxliar, Renildo Rodrigues, disse uma vez que os filmes sobre boxe, com seus dramas de superação das dificuldades, são uma metáfora perfeita da vida. Não tenho a propriedade dele para opinar sobre isso. O que posso garantir é que essa afirmação se encaixa em Rocky (1976), o clássico que apresentou Sylvester Stallone ao mundo.


Rocky Balboa (Stallone) é o lado B do Sonho Americano e mesmo assim reforça-o graças à mediocridade e depois ascenção da sua vida. Ele trabalha para um agiota como cobrador de dívidas e luta boxe amador  sem perspectivas nas horas vagas. Curta e grossamente, ele é um fracassado. Sua vida muda quando o campeão dos pesos-pesados, Apollo Creed (Carl Weathers), simpatizado com seu apelido, “Garanhão Italiano”, lhe dá a chance de desafiá-lo pelo cinturão da categoria, já que que o desafiante anterior se machucou. A justificativa de Creed para o desafio é que, como a luta seria realizada no bicentenário da independência dos Estados Unidos, nada mais “inteligente” do que dar oportunidade a um desconhecido no país das oportunidades, ainda mais se esse joão-ninguém for italiano (na verdade, ítalo-americano), como o descobridor da América.


A luta, que também é o clímax do filme, é vencida por Creed. Calma, não escrevi um spoiler. Pouco importa esse confronto digno de Sessão Kickboxer. O que conta mesmo é o caminho que Rocky percorre até chegar ao fim. Stallone, que também escreveu o roteiro, e o diretor, John Avildsen, deixam claro que Rocky é um lutador na vida. Essa ideia é defendida no início do filme, com Rocky mantendo o bom humor apesar das dificuldades, no meio, quando ele supera seus limites no treinamento, e no fim, quando vai além do seu objetivo inicial de aguentar três rounds contra Creed.




Rocky foi um dos primeiros filmes a usar a Jornada do Herói para estruturar o roteiro. Lá está o herói que teve a vida mudada por um desafio (Rocky), o mentor (Mickey, interpretado por Burgess Meredith), o par romântico (Adrian, vivida por Talia Shire), o antagonista (Creed), a negação inicial de se aceitar o desafio. Hoje esse modelo dá sinais de cansaço, mas era novo em 1976. E, mesmo que a cena onde Rocky aceita a proposta de treinamento de Mickey pareça forçada, o filme tem momentos que entraram para a cultura popular. O grito de Rocky por Adrian e principalmente a cena do treinamento são conhecidos mesmo por gente que nunca viu o filme.

Quando estiver desanimado, assista a essa cena. Ela VAI te motivar. É sério.

Com o perdão do clichê, a vida imitou a arte em Rocky. Stallone era aspirante a ator e fez seu filme sobre o boxeador com pouco dinheiro. Filmou-o em um mês e, com ele, se tornou a zebra do Oscar de 1977. Ganhou três Oscars, incluindo o de Melhor Filme, desbancando pesos-pesados como Todos os Homens do Presidente e Taxi Driver (!). Graças a Rocky, Stallone se projetou em Hollywood. Filmou cinco continuações de Rocky, fez e falou muitas besteiras. Apesar de tudo, Stallone também foi mais um que mostrou que o cinema americano, mesmo tendendo a ser “redondinho”, com uma “moral da história” e cheio de propaganda ideológica, consegue nos emocionar como nenhum outro.






NOTA: 9,5