quinta-feira, 9 de junho de 2011

Estreias da Semana nos Cinemas de Manaus - 10 de Junho

Filme: Namorados Para Sempre
Direção: Derek Cianfrance
Elenco: Ryan Gosling, Michelle Williams, Mike Vogel
Sinopse: Um casal se encontra e se perde no amor. Com base nas lembranças do passado juntos, Dean (Ryan Gosling) e Cindy (Michelle Williams) tentam salvar seu casamento nesta relação despedaçada.
ONDE: Cinemark, Cinemais e Playarte 

Filme: Kung Fu Panda 2
Direção: Jennifer Yuh
Elenco: Vozes na versão original de Angelina Jolie, Seth Rogen, Gary Oldman, Jackie Chan, Jack Black
Sinopse: Po (voz original de Jack Black) agora é Dragão Guerreiro, protegendo o Vale da Paz juntamente com os Cinco Furiosos, seus amigos e colegas mestres do Kung Fu. Porém, surge um vilão que planeja usar uma arma secreta e impossível de ser detida para conquistar a China e destruir o kung fu. Po terá de rever seu passado e descobrir os segredos de suas misteriosas origens e, assim, conseguir revelar a força que necessita para vencer.
ONDE: Cinemark, Cinemais, Playarte e Severiano Ribeiro

Filme: Qualquer Gato Vira-Lata
Direção: Tomas Portella
Elenco: Cleo Pires, Malvino Salvador, Dudu Azevedo
Sinopse: A história mostra um divertido triângulo amoroso em que Tati (Cleo Pires), uma jovem abandonada por Marcelo (Dudu Azevedo), busca ajuda com Conrado (Malvino Salvador), um cético professor de biologia. Ele sugere uma mudança de comportamento para que Tati possa reconquistar o namorado. Tudo baseado nas atitudes dos animais, já que na maioria das espécies as fêmeas são recatadas e, os machos, audaciosos. Tudo vai bem até que o professor também se apaixona por ela.
ONDE: Cinemark, Cinemais, Playarte e Severiano Ribeiro

terça-feira, 7 de junho de 2011

Cadê?

Por Caio Pimenta

Minha lista de filmes inéditos vistos em 2011 bateu a marca de 67 filmes nesta segunda ao assistir "Skyline - A Invasão".

Foi por curiosidade para saber quão ruim era o filme criticado por 11 de cada 10 críticos que vi esta "coisa" feita pelos irmãos Strause que acham saber fazer cinema.

Este é o segundo filme da dupla.
O primeiro é "Alien Vs. Predador", o qual não comentarei nada em respeito a quem me lê.

Para fazer justiça e deixar de ser tão severo, "Skyline" de tão tolo chega até a ser divertido.

Afinal de contas, não é todo dia que temos um mocinho capaz de ter idéias estúpidas que matam a todos ao seu redor, mas ainda sim ter uma aura de "oh meu Deus! Ele é tão inteligente!" que os Strauses dão ele!

Além disso, para quem aguentou "Transformers 2", "Skyline" é tranquilo.

Após me punir durante 90 minutos em que assisti esse arremedo de longa-metragem, resolvi partir para o masoquismo: dar uma olhada nos extras do DVD.

Entre as cenas deletadas uma me chamou a atenção: há uma festa antes da "porradaria" começar em que os caras que escreveram esse troço (me recuso a chamar Joshua Cordes e Liam O´Donell de roteiristas) tentam dar um pouco mais de profundidade aos personagens.

Infelizmente, a ausência de um elemento fundamental nos tira total atenção do que vemos....



Essa é a maior prova do quanto os produtores hollywoodianos se lixam para o público: ao inundarem as salas de cinema com filmes em que a única atenção deles é mostrar efeitos especiais de última geração, exibir explosões espetaculares, buscar sempre o aprimoramento do som, criar uma maneira do 3D ficar cada vez próximo do público com tudo sendo atirado em direção a nós, coisas básicas como a música em uma festa é deixada de lado.

Isso para não falar da história.
Essa está esquecida a muito tempo....
 
Lamentável ainda é o público dar ibope a esses entulhos e achar bom coisas como essa e outras tantas.

Como "Skyline" já tivemos esse ano nos cinemas de Manaus bombas de Hollywood como: "O Turista", "Caça às Bruxas", "O Ritual", "Justin Bieber - Never Say Never", "Passe Livre", "Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles" , "Sucker Punch", "Vovó...Zona 3", "Doce Vingança",  "Mistério da Rua 7", "Piratas do Caribe 4", "Padre","A Garota da Capa Vermelha".

Todos filmes medíocres e que receberam bons públicos quando foram exibidos aqui.


Em compensação, cadê "Minhas Mães e Meu Pai", "Inverno da Alma", "Cópia Fiel", "Homens e Deuses", "Um Lugar Qualquer", "Natimorto",  "Trabalho Interno", "Tetro"?

Que pena....




PS: sei que vai ter pessoas que vão olhar e dizer: "AH! Mas a cena foi deletada. Deixa de ser chato!" 

Claro que não! Ela foi editada e exibida no DVD, o que expõe todos os atores que participaram dessa cena ao rídiculo (tudo bem que estar em "Skyline" já é estar no rídiculo). Sem citar, o desrespeito ao público que comprou ou alugou o filme.

O minímo que poderiam fazer era colocar uma música de fundo. Isso não dá nem 3 minutos com um bom editor de vídeos. 

Trabalho vagabundo e ponto final!

Novos Clássicos - O Escafandro e a Borboleta (2007)

Por Emanuelle Canavarro



Tocante, poético e francês. Um filme capaz de arrancar lágrimas, até mesmo, dos mais insensíveis.
Dois fatores me levaram a alugar o filme. Primeiro, ele é francês – além de eu apreciar a indiscutível beleza e inteligência desse universo cinematográfico, gosto de tudo que tenha qualquer espécie de ligação com o País. Segundo, um título nunca me chamou tanto a atenção quanto "O Escafandro e a Borboleta". E o mais ignorante da minha parte, é que eu fazia apenas uma vaga ideia do que significava ‘escafandro’, mas a beleza da palavra foi o que, de fato, me levou a mergulhar nesta incrível história – de como o ser humano pode ultrapassar obstáculos e como a força de vontade e a persuasão podem levar ao alcance do aparentemente impossível.

"Le Scaphandre et le Papillon", do americano Julian Schnabel, é uma impressionante história de superação, baseada na autobiografia de Jean-Dominique Bauby – interpretado por Mathieu Amalric. Bauby estava no auge de seu pomposo reinado, como editor chefe da Elle francesa, quando sofreu um AVC e, em seguida, foi atingido subitamente pela raríssima locked-in syndrome (algo como síndrome do encarceramento). Mesmo vivendo numa condição de extrema delicadeza e dependendo dos cuidados de enfermeiros até mesmo para mexer a língua, ele realizou a proeza de escrever um livro somente se comunicando com o piscar de um dos olhos – a única parte da qual lhe restou alguma espécie de mobilidade. Seu corpo é representado pelo Escafandro, e sua mente, nada mais é que a borboleta.

Durante pouco mais de meia hora, o espectador é forçado a ver o mundo como Bauby, por meio de seu olho esquerdo, numa experiência que chega a ser, um tanto quanto, angustiante. Você quer ver outra imagem, necessita de um novo ângulo e mais nitidez, mas tem de contentar-se com a visão limitada de Jean-Do. O jogo de câmeras deixa tudo incrivelmente real. Quando ele chora, a câmera fica embaçada. Ela segue todo e qualquer ponto de vista do personagem. A cena em que costuram um de seus olhos, com certeza, é a mais marcante. Sabe onde está a câmera, neste momento? Imagine só, dentro do olho dele!

"Decidi parar de ter pena de mim mesmo. Além do meu olho, há duas coisas que não estão paralisadas: minha imaginação e minha memória." (Jean-Dominique Bauby)

Bauby poderia fugir desse paradigma, se não fosse pela opção que fez pela vida. Apesar de todas as suas angústias, ele mesmo, pensa, no princípio, que morrer seria a melhor solução. Mas optou pelo poder do pensamento e decidiu viver, afinal tudo é psicológico. Piscando letras do alfabeto, aos poucos ele conseguiu formar palavras, frases e parágrafos. Criou um mundo próprio, contando com aquilo que não se paralisou: sua imaginação e sua memória. Os pensamentos de Bauby são partilhados com o público e revelam um sujeito bem-humorado, dono de um raciocínio mordaz e, ao mesmo tempo, debochado e de uma tenacidade que se recusa a ceder diante da autopiedade. Impossível não se apaixonar pela sua irônica e sarcástica inteligência.

Seguindo uma marca registrada do cinema francês, "O Escafandro e a Borboleta" explora os detalhes, com um minimalismo refinado. Brincando com o sentidos do espectador, o filme nos permite sentir o vento da praia com os cabelos esvoaçantes, a agonia de estar trancafiado num corpo inerte, o desespero do querer sem poder, o olhar aflito de Jean-Do. 

Os melhores momentos, definitivamente, acontecem quando estamos dentro da mente dele, e no seu relacionamento com médicos e fonoaudiólogas. Essas cenas são muito superiores às que ele passa com a família, nos flashbacks ou na atualidade. Mas como nada é perfeito, tudo é muito fácil para o nosso adorável jornalista. Assim que Bauby desperta do coma, os médicos lhe explicam que ele está completamente paralisado, e já lhe ensinam uma nova forma de se expressar. Fico feliz que ele tenha tido uma vasta equipe trabalhando para a sua recuperação, mas não pude parar de pensar que, se ele fosse pobre, o quadro seria absolutamente diferente.

Esse é o terceiro filme do diretor, que parece ter uma fascinação por histórias de pessoas reais. "Basquiat", do filme homônimo, foi um pintor marginalizado, enquanto o controverso "Antes do Anoitecer", estrelado por Javier Barden, conta a história do escritor cubano Reinaldo Arenas, homossexual assumido e perseguido na Cuba de Fidel.

Schnabel, que já foi artista plástico, usa seu senso visual para criar imagens que muitas vezes rompem a fronteira entre o real e o onírico. Contando com a fotografia do experiente Janusz Kaminski (de Munique), o diretor é capaz de transformar imagens em experiências sensoriais. Por isso, cores e texturas dão o brilho ideal, assim como a trilha sonora, que conta com U2, Tom Waits e Lou Reed. Aliás, um detalhe importante: durante o filme, são vários os momentos de completa ausência de música – que, por vezes, são alternados com um repertório clássico – como a maravilhosa La Mer, de Charles Trenet.

Bauby faleceu em 9 de Março de 1997, mas deixou seu testemunho do que é ter um intelecto vivo dentro de um corpo morto. Como metáfora para nossa existência, "O Escafandro e a Borboleta" mostra-nos que não devemos nos desesperar com o fato de que nossa vida caminha rumo ao nada. Não importa o que aconteça, simplesmente não se desespere.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Cine Vídeo Tarumã - Especial Dia dos Namorados

O Dia dos Namorados é o tema do “Cine Vídeo Tarumã” desta semana.

O cineclube da Universidade Federal do Amazonas é coordenado pelo professor de Comunicação Social, Tom Zé e tem exibições nas segundas, quartas e sextas a partir de 12:30hrs.

As sessões acontecem no Auditório Rio Negro, no ICHL, Campus Universitário, Coroado. Entrada é gratuita.


CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DESTA SEMANA


Filme: (500) Dias Com Ela
Direção: Marc Webb
Elenco: Joseph Gordon-Levitt, Zooey Deschanel, Geoffrey Arend
Sinopse: Contado de forma não-linear, o filme narra a história de um rapaz que acredita no amor, mas se apaixona por uma garota que pensa diferente.
Quando: Segunda (06/06)

Filme: Clamor do Sexo
Direção: Elia Kazan
Elenco: Warren Beatty, Natalie Wood, Pat Hingle, Audrey Christie
Sinopse: A história de amor entre dois jovens do interior do Kansas. Wilma Dean Loomis (Natalie Wood), Deanie, é uma jovem bonita e sensível, apaixonada pelo namorado Bud Stamper (Warren Beatty). Mas o jovem vai estudar em Yale, durante quatro anos. Pressionado pelo pai, o rapaz deixa Deanie para encontrar outro tipo de garota, que corresponda mais as suas necessidades sexuais. A quebra da Bolsa em 1929 e as mudanças na vida das duas famílias farão com que os jovens aprendam lições duras e tristes da vida e do amor.
Quando: Quarta (08/06)


Filme: Aprendendo a Amar
Direção: Til Schweiger
Elenco: Til Schweiger, Nora Tschirner
Sinopse: Ludo Decker é um fútil repórter sensacionalista que vive em Berlim. Sua rotina diária é espionar e descobrir fofocas das celebridades para um tablóide. Ele também se aproveita do seu trabalho para conquistar as mulheres. Quando Ludo e seu fotógrafo estão espionando uma festa de noivado, eles quebram o domo de vidro da casa por acidente e caem em cima do bolo. Ludo é condenado a prestar 300 horas de serviço comunitário em uma creche. Lá ele conhece Anna, sua vizinha de infância, que era sempre ridicularizada por ele. Como vingança, ela o escolhe para os mais humilhantes trabalhos. Porém com o convívio, a tensão entre os dois se dissipa e eles se tornam mais que amigos, fazendo com que Ludo descubra como dar valor às coisas que realmente importam e encontre o verdadeiro sentido do amor.
Quando: Sexta (10/06)

domingo, 5 de junho de 2011

Cult Movies - Bird (89)

            Por Renildo Rodrigues
  
Clint Eastwood. 

Nome que é sinônimo de bons filmes, certo? O que hoje parece óbvio ao espectador um dia já esteve longe de ser verdade.

 
Em 1988, Eastwood tinha uma história estranha. Ator que durante muito tempo parecia relegado a comerciais e filmes de segunda linha, Clint um dia teve a sorte de ser convidado pelo diretor italiano Sergio Leone a estrelar um dos faroestes mais memoráveis do cinema: Por um Punhado de Dólares (1964). A parceria, que fez sucesso imediato, ainda nos renderia Por uns Dólares a Mais (1965) e aquele que talvez seja o filme definitivo do gênero (um dos, na verdade; seria uma grande injustiça com Rastros de Ódio, Shane ou Onde Começa o Inferno): Três Homens em Conflito (1966). Pronto. Ali nasciam duas lendas do cinema: o diretor Leone e o caubói Clint. Mas ninguém perguntou o que ele achava disso.

Eastwood queria mais. O matuto da Califórnia era sensível e tinha um gosto refinado para a música e a literatura, o que não cabia nos papéis de durão que lhe ofereciam. Após um rompimento cheio de rusgas com Leone, Clint ainda passou um bom tempo se enquadrando nos filmes de ação que desprezava. Findo o trabalho no primeiro Dirty Harry (Perseguidor Implacável, 1971), o ator resolveu se arriscar na direção: rodou o suspense Perversa Paixão (1971) e o western O Estranho sem Nome (1973). Apesar deste último ser hoje considerado um clássico, a recepção aos primeiros filmes de Eastwood variou entre indiferente a negativa. Hesitante, desacreditado, o caubói teria um longo caminho a percorrer.

 Ao todo, foram necessários quinze anos e doze filmes para o jogo mudar. Tudo porque Clint demorou a se dar conta de que era preciso seguir o seu próprio caminho, e não imitar o estilo dos colegas. O marco dessa mudança é Bird (1988). Um aficcionado por jazz desde a infância, Clint resolveu prestar tributo a essa música com uma biografia de um de seus ícones máximos: Charlie “Bird” Parker (1920-1955). Saxofonista genial e trágico, criador da vertente acelerada do bebop, Parker teve a vida marcada pela falta de reconhecimento profissional e pelo vício em heroína. Esse é o mote para uma das obras mais pungentes do diretor.

 Parker (vivido com brilho por Forest Whitaker, o que lhe valeu o prêmio de Melhor Ator em Cannes) tem sua vida mostrada desde o início, quando era um garoto pobre em Kansas City. A paixão pela música, o estudo obsessivo do saxofone, a parceria com Dizzy Gillespie (Samuel E. Wright), a eminência do bebop, até a longa e triste batalha contra as drogas, são condensados em um filme acessível, cheio de grandes cenas. A admiração de Eastwood por Parker e o seu encantamento pelo jazz contaminam o espectador, que chega ao final emocionado e lamentando a perda desse talento.

O filme levou o Oscar de Melhor Som em 1989, além do Globo de Ouro de Melhor Diretor para Eastwood. Dando finalmente vazão a seus interesses pessoais, o diretor acertou o caminho com um cinema questionador e introspectivo, que levaria, nos anos seguintes, a obras do nível de Os Imperdoáveis (1992), As Pontes de Madison (1995), Sobre Meninos e Lobos (2003) e Menina de Ouro (2004). 

A paixão de Eastwood por jazz o levaria ainda a gravar discos com músicos parceiros, entre os quais as trilhas sonoras de Sobre Meninos e Lobos e A Troca (2008) e a prestar novos tributos, desta vez aos cantores Johnny Hartman e Dinah Washington (na trilha de As Pontes de Madison) e ao pianista Thelonious Monk (no ótimo documentário Straight, No Chaser, sobre o músico, também lançado em 1988).

Mas sua mais bela homenagem é mesmo a cinebiografia de “Bird” Parker.


P.S.: O filme infelizmente não tem edição nacional, o que força os interessados em Eastwood ou Parker a importarem uma cópia (como foi o meu caso) ou a contarem com a ajuda da televisão (se servir de esperança, descobri o filme na sessão de domingo de madrugada na Band).

sábado, 4 de junho de 2011

X-Men - Mania Mundial

Por Jéssica Santos

Com a estreia de mais um filme da franquia X-Men, da Marvel Comics, vale a pena fazer um retrospecto dos longas-metragens anteriores.

Fazer filmes sobre os X-Men, que sempre protagonizaram, nos gibis, histórias de cunho social, que utilizavam os mutantes como retrato de tantas minorias prejudicadas e massacradas pela intolerância e o preconceito da sociedade ao longo da história humana – negros, árabes, judeus, homossexuais, etc. Quem diria! Receita de sucesso!

X-Men: o filme (2000) - Foi lançado com críticas positivas e foi um sucesso financeiro, começando a trilogia X-Men. Este filme inaugurou a nova fase dos filmes sobre heróis. Num futuro próximo, há pessoas que são o próximo degrau na escada evolucionária humana, os mutantes. Dotados de um fator X em sua carga genética, cada mutante desenvolve um tipo diferente de poder e muitas vezes precisam aprender a controlá-lo, pois só se manifesta na adolescência ou na fase adulta. Os mutantes sofrem um grande preconceito, pois os humanos em geral não entendem os poderes deles e temem que os mutantes, por serem superiores às pessoas comuns, persigam a raça humana.

No primeiro filme da série, dirigido por Bryan Singer, Wolverine (Hugh Jackman), que é dotado de uma incrível força, mas não lembra do seu passado; e Vampira (Anna Paquim), uma jovem que absorve a força vital de qualquer pessoa que a toque, são apresentados. Eles entram num conflito entre Professor Xavier (Patrick Stewart) e a Irmandade de Mutantes, dirigida por Magneto (Ian McKellen). Este pretende transformar líderes das Nações Unidas em mutantes com uma máquina construída por ele, com o objetivo da aceitação dos mutantes no mundo, mas Xavier percebe que essa mutação coagida só vai resultar na morte da pessoa.

X-Men II (2003) – Também dirigido por Bryan Singer. O enredo do segundo filme da série introduz os X-Men e seus inimigos, a Irmandade de Mutantes, contra o coronel genocida William Stryker (Brian Cox). Este lidera um assalto à escola do Professor Xavier (Patrick Stewart) para construir sua própria versão de rastreamento de mutantes, o Cérebro, a fim de destruir todos os mutantes da Terra. Magneto (Ian McKellen), que fugiu da prisão, une-se aos X-Men para combater Stryker. A sequência tornou-se um sucesso de público e crítica, recebendo oito indicações ao Saturn Awards e arrecadando cerca de 407 milhões de dólares em todo o mundo.

 X-Men III: O confronto final (2006) – No último filme da trilogia, dirigido por Brett Ratner, os X-Men precisam enfrentar a própria evolução na forma de sua ex-integrante, Jean Grey (Famke Janssen), agora possuída pela força cósmica da Fênix Negra, auxiliados por dois novos recrutas (o Anjo e o Fera). Jean se tornou um perigo para ela mesma, para os mutantes e para todo o planeta. Para combater esta ameaça, é inventada uma cura para os mutantes. Se isso não bastasse, os X-Men ainda têm que lidar com Magneto, Mística, Fanático e outros mutantes da Irmandade. O filme é vagamente. Orçado em 210 milhões de dólares, o filme mais caro, na época de seu lançamento. X-Men: O confronto final recebeu críticas variadas, mas arrecadou aproximadamente 459 milhões de dólares em todo o mundo, o sétimo filme de maior bilheteria de 2006. Muitos achavam que aquele seria o último filme da franquia, já que a trilogia havia chegado ao fim, mas muita coisa ainda viria pela frente.

X-Men Origens: Wolverine (2009) – Foi o quarto filme da franquia X-Men. Dirigido por Gavin Hood, o filme funciona como um prelúdio aos três primeiros filmes da série, enfocando o passado violento do mutante Wolverine (Hugh Jackman) e seu relacionamento com seu meio-irmão Victor Creed (Liev Schreiber). O enredo também detalha os primeiros encontros de Wolverine com o Coronel William Stryker (Danny Huston), o seu tempo com a Equipe X, e a ligação do esqueleto de Wolverine com o metal indestrutível adamantium no programa Arma X. As críticas para X-Men Origins: Wolverine foram misturadas; muitos consideraram o filme e seu roteiro sem inspiração, mas louvaram a performance de Hugh Jackman. O filme realmente peca em alguns momentos, no sentido de que foge muito da história dos quadrinhos. Criou todo o passado de Wolverine, e acabou esquecendo alguns detalhes: no filme ele é irmão do Dente de Sabre, e chega a conhecer Ciclope também, mas se foi só Wolverine que esqueceu seu passado, porque Dente de Sabre e Ciclope não sabem de sua história posteriormente? Fora as garras de Wolverine, que estão bem mais reais na trilogia! Mas, como um ótimo filme de ação, estreou no topo das bilheterias e arrecadou 179 milhões de dólares nos Estados Unidos e Canadá e mais de 373 milhões dólares em todo o mundo.

X-Men: Primeira Classe (2011) – O quinto filme da franquia X-Men é, como os outros, uma superprodução. O filme foi dirigido por Matthew Vaughn.  Desta vez, o Professor X e Magneto estão no centro da história, que se passa nos anos 60, tempo de Guerra Fria. Trata-se de um prefácio dos três primeiros episódios que começaram em 2000, sem nenhuma ligação com o último "X-Men Origens: Wolverine".

E se você espera ver muita ação... Bem... Ela está lá, mas boa parte da ação dá lugar a uma reflexão e "X-Men: Primeira Classe" tenta ser mais filosófico, com explicações para os caminhos tomados pelos personagens e conhecidos pelos fãs dos mutantes. O filme se aproxima mais dos dois primeiros da série. James McAvoy, como professor Xavier, e Michael Fassbender, como Magneto, são os protagonistas e aparecem com grandes atuações.

Uma Alemanha nazista é lembrada em meio às ameaças constantes de ataque da União Soviética aos sempre civilizados norte-americanos, que agora precisam matar. Antes de virarem os conhecidos Professor X e Magneto, Charles Xavier e Erick Lensherr eram dois jovens aprendendo como usar e descobrindo o poder. Amigos íntimos e trabalhando juntos com o mesmo objetivo: deter o Armagedon. Mas, uma grande briga acaba dando origem à eterna guerra entre os dois e a Irmandade de Magneto e os X-Men de Xavier.

A fórmula para "X-Men: Primeira Classe" é básica. Basta trazer um grande sucesso do cinema, já quase desgastado, e tentar explicar como tudo começou. Aliás, a mesma receita de "Wolverine Origens", contando a pré-história de somente um dos personagens."Primeira Classe" é mais ousado porque traz todo o enredo da trilogia de volta. Existem detalhes que devem ser esclarecidos e, ainda assim, o filme não traz explicações desnecessárias e anda num bom ritmo para uma aventura da magnitude e orçamento de X-Men. Claro que os fãs nunca ficarão satisfeitos ao verem a história sendo modificada ou inventada, processo inevitável. O filme é uma adaptação. Tendo isso em mente, ele sairá satisfeito do cinema. Assim como o leigo em X-Men, que terá um ótimo divertimento.

Já está se falando em continuação de X-Men – Primeira classe! Vaughn, inclusive, já está confirmado para dirigir a continuação e revelou já ter algumas ideias sobre a mesma. "Iremos incluir somente mais um mutante. Não direi quem ele ou ela é. Mas iremos trazer um novo personagem", afirmou o cineasta.

The Wolverine (2012) – É não pensem que depois de X-Men - Primeria classe, a franquia dos longas sobre os X-Men terminarão. Já foi anunciada para o ano que vem, a sequência de "Wolverine Origens". A história ainda não foi muito divulgada, mas sabe-se que desta vez, Wolverine viajará para o Japão para treinar com um guerreiro Samurai.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Estreias da Semana nos Cinemas de Manaus - 3 de Junho

 Filme: X-Men: Primeira Classe
Direção: Matthew Vaughn
Elenco: James McAvoy, Michael Fassbander, Alice Eve, Kevin Bacon
Sinopse: Antes de Charles Xavier (James McAvoy) e Erick Lensherr (Michael Fassbender) se tornarem o Professor X e Magneto, respectivamente, eles eram dois jovens que estavam descobrindo seus poderes como mutantes. Amigos íntimos, trabalham juntos e com outros mutantes na tentativa de deterem uma ameaça global. Neste processo, porém, os jovens mutantes derem início à rivalidade que os acompanhou pelo resto de suas vidas.
ONDE: Cinemark, Cinemais, Playarte e Severiano Ribeiro


Filme: Os Agentes do Destino
Direção: George Nolfi
Elenco: Matt Damon, Emily Bunt, John Slattery
Sinopse: Quem controla o destino? Esta é a questão que vai atravessar a vida do político David Norris (Matt Damon). Perto de se eleger senador nos Estados Unidos, ele se apaixona pela dançarina Elise Sellas (Emily Bunt). Quando descobre esse amor e decide vivê-lo, David começa a enfrentar homens misteriosos que querem mantê-los afastados: são os Agentes do Destino.
ONDE: Cinemark, Cinemais e Playarte