terça-feira, 11 de setembro de 2012

Crítica – “Os Mercenários 2”, com Sylvester Stallone

Por Renildo Júnior


Uma das marcas registradas dos anos 1980 – junto com o hard rock, os fliperamas e as meias de lurex – foi o cinema de ação.

Impulsionado pelos primeiros sucessos de Bruce Lee, Sylvester Stallone e Chuck Norris, o gênero ganhou, naquela década, uma feição crua, ágil e barulhenta, trazendo enredos tão simples quanto absurdos, e cativando o público infanto-juvenil da mesma forma que os seriados de western ou de super-heróis nas décadas anteriores – só que com muito mais sangue e explosões, como convém.

Por mais que tenhamos crescido, amadurecido e adquirido outros gostos, um bom filme de Jean-Claude Van Damme, Arnold Schwarzenegger ou Bruce Willis, com perseguições em alta (extrema) velocidade, trocas de balas infinitas e golpes que desafiam a gravidade ainda calam fundo aos olhos e ao coração – os masculinos, pelo menos. É pra essa turma que um filme como Os Mercenários 2é feito, e é quase só por ela que ele se justifica.

Afinal, reunir Stallone, Schwarzenegger, Willis, Norris, Van Damme e até Dolph Lundgren, e junta-los à nova geração do gênero – Jason Statham, Jet Li, Terry Crews, o ícone do MMA Randy Couture e os bem-intencionados estreantes Liam Hemsworth e Yu Nan – fez muitos marmanjos largarem por um instante as pressões da sociedade e se renderem novamente ao encanto de uma boa pancadaria. E, se o primeiro filme não fez jus às expectativas dessa reunião, esse acerta no bull’s eye.

Os Mercenários 2 diz a que veio já na abertura, uma eletrizante invasão a uma instalação militar no Nepal, para resgatar um bilionário chinês. Os cortes continuam rápidos demais, impedindo que possamos saborear melhor as mortes, mas sobram esguichos de sangue e cabeças explodindo para a alegria dos entusiastes. Após a morte de um dos membros do esquadrão liderado por Barney Ross (Stallone), eles descobrem o plano de Villain (Van Damme) para roubar toneladas de plutônio de uma vila na Bulgária e vendê-las a fabricantes de armas.

Com essa premissa, resta ao diretor West e seu elenco se esbaldarem em mortes elaboradas, inserindo momentos de drama (poucos) e piadas (muitas) no meio. Aliás, em suas referências aos momentos de glória dos velhos protagonistas (de honestidade e ironia desconcertantes), o filme diverte como poucos que vi este ano. Tente se segurar nas frases clássicas soltadas por Schwarzenegger e nas aparições de Chuck Norris, incluindo o melhor momento: o diálogo “Chuck Norris Facts” que este tem com Stallone. 

Uma sequência muito boa é a do confronto final entre Barney e Villain: totalmente à moda antiga, com socos, facas e correntes, desta vez demorando-se mais nos planos, para a alegria da torcida.

Esse retorno incessante ao passado, que faz o principal atrativo do filme entre aqueles que nutrem uma ligação afetiva com seu elenco, não resiste tão bem quando se considera a obra como um todo. Não sei o que as gerações mais novas vão tirar das cenas de ação desse filme, rápidas demais, pouco realistas e até toscas, como nas cabeças explodindo com efeitos de computação precários, parecendo um videogame velho. O Villain de Van Damme só é interessante pela mística do ator, porque o personagem é tão esquemático que não consegue se tornar um antagonista realmente marcante.

Perto do espírito entusiasmado e despretensioso de Os Mercenários 2, contudo, espero que esses sejam defeitos menores, e que os novatos que chegarem hoje a esses mestres sintam vontade de conhecer sua obra, que fez a alegria de tantos garotos nas últimas décadas.

Nota: 7,5 (8,5 pra quem é fã dos protagonistas)

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Atores de Um Filme Só

Por Caio Pimenta

Morte de Michael Clarke Duncan faz Cine Set lembrar de atores que ficaram tão marcados por um personagem que nunca mais conseguiram realizar outras grandes obras.


Michael Clarke Duncan - À Espera de Um Milagre

Enzo Staiola - Ladrões de Bicicleta

Anthony Perkins - Psicose

Malcolm McDowell - Laranja Mecânica

Roger Moore - James Bond

Mark Hamill - Star Wars

Tom Hulce - Amadeus

Mira Sorvino - Poderosa Afrodite

Macaulay Culkin - Esqueceram de Mim

Gillian Anderson - Arquivo X

Jake Llyod - Star Wars - A Ameaça Fantasma

Haley Joel Osment - O Sexto Sentido

Vinícius de Oliveira - Central do Brasil

Adrien Brody - O Pianista

Leandro Firmino da Hora - Cidade de Deus

FUTURO INTEGRANTE - APOSTA CINE SET
Robert Pattinson - A Saga Crepúsculo

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Estreias da Semana nos Cinemas de Manaus - 7 de Setembro


Filme: O Legado Bourne
Direção: Tony Gilroy
Elenco: Jeremy Renner, Rachel Weisz, Edward Norton, Joan Allen, Albert Finney
Sinopse: Aaron Cross (Jeremy Renner) é agente secreto do governo que se envolve em um programa de lavagem cerebral muito mais perigoso do que aquele pelo qual passou Jason Bourne (vivido por Matt Damon na trilogia original), desencadeando situações que saem do controle.
ONDE: Cinemark e Cinemais

Filme: Abraham Lincoln:  O Caçador de Vampiros
Direção: Timur Bekmambetov
Elenco: Dominic Cooper, Mary Elizabeth Winstead, Alan Tudyk, Rufus Sewell, Benjamin Walker
Sinopse: Depois da morte de sua mãe, causada por uma criatura sobrenatural, o jovem Abraham Lincoln (Benjamin Walker) passa a procurar vingança contra o assassino. Sua busca o leva a um mundo sombrio, no qual os vampiros usam escravos como alimento em seu império secreto localizado no sul dos Estados Unidos. Vendo que caçá-los apenas não é suficiente, Lincoln decide se tornar o líder da nação.
ONDE: Cinemark, Cinemais e Severiano Ribeiro

Filme: Totalmente Inocentes
Direção: Rodrigo Bittencourt
Elenco: Fabio Porchat, Kiko Mascarenhas, Fábio Assunção, Mariana Rios
Sinopse: Sátira de filmes consagrados do cinema nacional, como Cidade de Deus e Tropa de Elite. A comunidade do DDC está em guerra. O branquelo Do Morro (Fábio Porchat) e o travesti Diaba Loira (Kiko Mascarenhas) disputam o poder na comunidade. Alheio a isso, Da Fé (Lucas D' Jesus) acredita que precisa se tornar o chefe do morro para conquistar o amor de Gildinha (Mariana Rios), sua musa. Tudo piora quando o atrapalhado repórter Vanderlei (Fábio Assunção) forja uma capa que vai dar o que falar.
ONDE: Cinemark e Cinemais

Filme: ParaNorman
Direção: Chris Butler, Sam Fell
Sinopse: Norman (Kodi Smit-McPhee) é um menino que fala com os mortos. Para salvar sua cidade de uma maldição secular, ele terá de lidar com zumbis, bruxas, fantasmas e, pior, adultos idiotas. Porém, em sua missão, o jovem aniquilador de feitiços poderá ter suas habilidades paranormais levadas além de seus limites.
ONDE: Cinemark e Cinemais

Filme: Projeto Dinossauro
Direção: Sid Bennett
Elenco: Natasha Loring, Matt Kane, Richard Dillane
Sinopse: Pai e filho saem em uma expedição na África e descobrem uma espécie que pensavam ter sido extinta há 65 milhões de anos: dinossauros. Agora, com uma câmera na mão para documentar tudo, lutam para sobreviver.
ONDE: Cinemark, Cinemais e Playarte

terça-feira, 4 de setembro de 2012

TOP 5 - Os Maiores Brutamontes da História do Cinema

Por Diego Bauer


Com a chegada de Os Mercenários 2, que consegue colocar em um só elenco praticamente todos os ídolos fortões dos filmes de ação dos anos 80 e 90, o Cine Set resolveu fazer uma espécie de Top 5 desses caras, que sozinhos conseguem invadir fortalezas, enfrentar 200 homens armados só na porrada, derrubar aviões, explodir prédios e mais prédios, participar de perseguições a 150km/h, desarmar bombas cortando o fio vermelho, e obviamente salvando a mocinha no final.

E como nesse tipo de filme história é o que menos importa, vamos deixar de papo e ir logo para o que interessa.

5 - Steven Seagal
Steven Seagal é realmente um caso a se estudar, pois ele consegue derrotar dezenas de homens armados até os dentes, luta em trens em alta velocidade, e consegue aplicar sempre os golpes certos em seus adversários com uma precisão cirúrgica, tudo isso sem suar, despentear os cabelos, ou mudar minimamente a sua expressão facial.

Mas não se engane, pois o ator é mestre em aikido, além de ser faixa preta em judô, kung-fu, kendo e hapkido. Talvez seja por isso que em seus trabalhos sempre vejamos lutas menos espalhafatosas do que as de outros atores do gênero, pois nos filmes de Seagal elas buscam trazer um ar mais naturalista.

Mesmo assim, o ator é um dos mais admirados do gênero, possuindo bastante apelo dentro do público consumidor de filmes de ação que, nesse caso, abrem mão de ver toda a pirotecnia do gênero para assistir a duelos mais próximos da realidade.
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4 - Charles Bronson
Impossível falar de astros de filmes de ação sem citar Charles Bronson. Sendo pouco reconhecido pela geração atual, pois a sua fama é mais voltada nos anos 70 e 80, o ator foi um dos pioneiros a tornar popular o personagem durão, implacável com os bandidos.

O seu primeiro filme de destaque foi o clássico de Sérgio Leone, Era Uma Vez No Oeste (1968), mas a fama veio mesmo ao interpretar Paul Kersey, nos clássicos do gênero, Desejo de Matar (1974), Desejo de Matar 2 (1982), Desejo de Matar 3 (1985), Desejo de Matar 4 – Operação Crackdown (1987) e Desejo de Matar 5 (1994), ufa!

Se você quer conhecer mais sobre os nomes que inspiraram os Jack Bauers da nossa geração, Charles Bronson é uma boa pedida.
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3 - Bruce Lee
Nem mesmo a sua precoce morte aos 32 anos, ocorrida em julho de 1973, fez com que Bruce Lee deixasse de ser considerado uma lenda dos filmes de ação e das artes marciais em geral. O ator era um famoso lutador antes de investir na carreira no cinema e é, sem dúvida, a principal referência e o principal responsável pela disseminação do cinema de ação de Hong Kong para o mundo, com todos os clássicos de kung-fu.

No currículo do mestre que criou a sua própria arte marcial, o Jeet Kune Do, estão os clássicos O Dragão Chinês (1971), Operação Dragão (1973) e O Voo Do Dragão (1972), em que há a clássica cena em que Lee luta contra Chuck Norris.

Pena que o ator morreu tão jovem, pois o papel desempenhado por ele era bem maior do que a de apenas um lutador que virou ator de cinema, mas a de um homem criador de uma filosofia de vida seguida por muitas pessoas ao redor do mundo.
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2 – Jean-Claude Van Damme
Se você tem entre 18 e 30 anos, sabe que Jean-Claude Van Damme é basicamente a maior estrela do cinema de ação da sua infância e adolescência. Seja por curiosidade própria ou, como na maioria dos casos, por insistência do seu pai e do seu tio, ver os filmes do ator se tornou uma atividade quase que sem escapatória.

O ator pode dizer, sem nenhum medo, que possui clássicos que estão marcados na memória de toda uma geração. O Grande Dragão Branco (1988), Duplo Impacto (1991), Soldado Universal (1992), O Alvo (1993), Street Fighter – A Última Batalha (1994), Risco Máximo(1996), Golpe Fulminante (1998) e vários outros que poderia continuar citando.

Mesmo que não seja reconhecido pela versatilidade de seus papeis, Van Damme sempre demonstrou um pouco mais de cuidado do que os seus colegas com relação às suas interpretações. E mesmo que não se possa dizer muito dos seus dotes como ator dramático, ele recebeu muitos elogios pela sua entrega jamais vista antes, no filme JCVD (2008).

Será que veremos o astro dos filmes de ação dos anos 90 investir numa carreira de ator dramático?
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1 - Sylvester Stallone
De todos os nomes mencionados nessa lista, pode-se afirmar tranquilamente que Sylvester Stallone é o melhor ator de todos (não que isso seja grande coisa). Mas mais do que bom ator, Sly conseguiu colocar dois personagens, Rocky Balboa e John Rambo, na lista dos mais importantes e lembrados da história do cinema!

E vale ressaltar que Stallone se diferencia ainda mais dos seus colegas de lista, pois age não apenas como ator, mas também como roteirista da maioria de seus filmes, além de diretor em algumas películas.
É realmente surpreendente ver que um ator que começou no cinema fazendo um soft porn como O Garanhão Italiano (1970), se tornaria um dos nomes mais lembrados do cinema, e seria roteirista e protagonista de um filme ganhador de Oscar, desbancando o clássico de Martin Scorsese, Taxi Driver (1976).

Com Rocky (1976), Stallone foi alçado à fama, e de lá nunca mais saiu. Contando ainda com clássicos no currículo como as continuações de Rocky, Rambo – Programado Para Matar (1982) e suas três continuações, Stallone Cobra (1986) e Falcão – O Campeão Dos Campeões (1987), o astro é um dos nomes mais admirados do cinema norte-americano, e possui milhões de fãs até hoje.
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Hors Concurs - Chuck Norris

Chuck Norris contou até o infinito. Duas vezes.

A Grande Muralha da China foi originalmente construída pra impedir a entrada de Chuck Norris naquele país. Ela falhou miseravelmente.

Chuck Norris pediu um Big Mac no Bob's. Ele foi atendido.

Quando Deus disse "Que se faça a luz!", Chuck Norris falou "Diga por favor”.

É claro que não poderia deixar de citar o maior de todos, que não precisa entrar em nenhum tipo de lista, pois isso é coisa de mulherzinha. Chuck Norris, com a sua legião de fãs e fatos é, naturalmente, o maior nome de todos os filmes de ação.

Filmes como Braddock – O Super Comando (1984) e suas duas continuações, Comando Delta (1986) e O Homem do Presidente (2000) comprovam a supremacia inquestionável de Norris perante o resto do mundo.

E como continuar justificando a superioridade do criador do Chun Kuk Do é algo perfeitamente desnecessário, vou terminando por aqui, antes que leve um Roundhouse Kick mais rápido do que a velocidade da luz.


Sentiu falta de algum nome?
Comente e faça sua escolha!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Bons cineastas desconhecidos do grande público

Por Renildo Júnior


A morte do diretor americano Tony Scott, apesar da tragédia, lançou luz sobre o seu legado como um dos diretores mais consistentes e interessantes do cinema americano recente.

Mesmo sem um clássico indiscutível como seu irmão Ridley – diretor de Alien (1979), Blade Runner (1982) e Gladiador (2000) –, saber que havia um Tony Scott em cartaz era ter a certeza de encontrar um filme de ação bem-feito, inteligente e recompensador no final. Que o digam Fome de Viver (1983), Top Gun – Ases Indomáveis (1986), Chamas da Vingança (2004), Deja Vù (2006) e por aí vai...

Em sua homenagem, o Cine Set ajuda agora a resgatar o trabalho de outros diretores, que, assim como Scott, têm a capacidade de produzir filmes eficientes e memoráveis – e mesmo assim continuam desconhecidos por uma parte dos críticos e plateias mundo afora.

Veja a lista:

Barry Levinson
Esse diretor norte-americano enfileirou sucessos durante os anos 1980 e 90, mas nunca foi colocado no primeiro escalão entre os seus pares.

O que tem mesmo a sua razão de ser, mas não o subestime: entre os trabalhos mais famosos de Levinson há desde sucessos como Rain Man (1988), vencedor de 4 Oscars, e Sleepers – A Vingança Adormecida (1996), a trabalhos menores mas igualmente interessantes, como o drama Quando os Jovens se Tornam Adultos (1982) e a comédia Mera Coincidência (1997).

Peter Weir
Outro veterano da direção, Weir chamou atenção com o cult Sociedade dos Poetas Mortos (1989), com Robin Williams, que tinha um roteiro criativo e um visual marcante.

Essas duas características dão a liga nos sucessos posteriores do diretor australiano: O Show de Truman (1998), Mestre dos Mares – O Lado mais Distante do Mundo (2003) e Caminho da Liberdade (2010). De todos os nomes desta lista, é o mais provável candidato a “clássico”.

Jorge Furtado
Quando se fala nos grandes cineastas brasileiros da atualidade, três nomes sempre vem à mente dos mais afoitos: Walter Salles, José Padilha e Fernando Meirelles.

Nada mais injusto a Jorge Furtado, um dos nomes mais criativos e inteligentes da Retomada do Cinema Brasileiro.  Tendo se destacado desde o início da carreira por seus curtas engenhosos, o gaúcho criou grandes trabalhos tanto no cinema quanto na televisão. Em 2003, seu filme O Homem que Copiava se tornou um dos grandes sucessos da chamada Retomada do cinema brasileiro.

Mas ele também dirigiu os divertidos Meu Tio Matou um Cara (2004) e Saneamento Básico – O Filme (2007). Na TV, colaborou na produção de séries famosas como A Comédia da Vida Privada (1995) e Cidade dos Homens (2003).

Terry Gilliam
Integrante da trupe de humor britânica Monty Phyton, Terry Gilliam possui grandes filmes na carreira como "Brazil - O Filme" e "Os 12 Macacos".

Porém, a quantidade de obras irregulares nos últimos anos ("Os Irmãos Grimm", "Contraponto" e "O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus") fez com que seu nome deixasse de ser um referência de um grande filme. Nada que efete sua importância para o cinema.

Andrew Niccol
O diretor neozelandês se destacou primeiro como roteirista, ao escrever o brilhante script de O Show de Truman, mas vem provando ser um diretor de talento em filmes como Gattaca – Experiência Genética (1997), O Preço do Amanhã (2011) e em especial no sucesso O Senhor das Armas, que roubou a cena quando foi lançado, em 2005.

Curtis Hanson
Em atividade desde os anos 1970, Hanson ganhou notoriedade com o suspense noir Los Angeles – Cidade Proibida (1997).

De lá pra cá, ele nunca mais conseguiu repetir o sucesso daquele filme, mas seria bobagem dispensar obras sensíveis como 8 Mile – Rua das Ilusões (2002) ou Em Seu Lugar (2005) por causa disso.

John McTiernan
Este veterano do cinema de ação é responsável por três grandes sucessos do gênero: O Predador (1987), Caçada ao Outubro Vermelho(1990) e principalmente o primeiro filme da série Duro de Matar (1988), que lançou para o mundo o mais longevo (e talentoso) herói desse tipo de filme: Bruce Willis.

Edward Zwick
Um dos casos mais notórios de indiferença da crítica e das premiações especializadas. Zwick é um diretor eficiente e tem preferência por tramas bem elaboradas e de forte apelo emocional.

É o caso de Dias de Glória (1989), Nova York Sitiada (1998), O Último Samurai (2003), Diamante de Sangue (2006) e Um Ato de Liberdade (2008). Como produtor, Zwick e sua empresa já financiaram obras de sucesso como Traffic (2000) e Shakespeare Apaixonado(1998), pelo qual recebeu seu único Oscar.

Marc Forster
O diretor alemão estreou com o aclamado drama A Última Ceia, de 2001, filme que deu o Oscar à atriz Halle Berry. Seu segundo trabalho foi ainda melhor: o sensível Em Busca da Terra do Nunca (2004) com Johnny Depp e o menino Freddie Highmore.

De lá pra cá, Forster deu uma caída, produzindo os irregulares Mais Estranho que a Ficção (2006) e O Caçador de Pipas (2007), bem como o fraco 007 – Quantum of Solace (2008), um dos piores da saga protagonizada pelo espião James Bond. Torcemos para que esse talentoso cineasta volte a exibir a vitalidade de suas duas primeiras obras.

Lasse Hallström
Talvez o nome menos “marcante” desta lista, Hallström não tem nenhum grande sucesso no currículo. Nem por isso deixamos de apreciar ótimos trabalhos como Minha Vida de Cachorro (1985) e Regras da Vida (1999), bem como produções mais modestas, como o divertido Casanova (2005) e o comovente Sempre ao Seu Lado (2009).

Seu último trabalho foi uma versão para o best-seller açucarado Querido John (2010). Essa e outras produções tolas do diretor, tais como Chocolate (2000) e Chegadas e Partidas (2001), nós preferimos deixar de lado.