Para quem ainda não está muito familiarizado com o nome, saiba que este autor tem no currículo um mar de lágrimas, suspiros e soluços, instigados por suas bem-sucedidas histórias que ganharam o charme das telonas.

Quem nunca se sentiu tocado com algum deles, ao menos uma vez na vida, que atire a primeiro lenço.

Dirigido por Scott Hicks (indicado ao Oscar com o premiado “Shine-Brilhante”, 1996) e roteirizado pelo novato Will Fetters, Um Homem de Sorte é um conto encarregado de mostrar, novamente, mais uma forma de amor quase utópica. Agora, Logan Thibault (Zac Efron) é o nosso herói – um ex-fuzileiro naval que esteve na guerra por cinco anos e está de volta a uma realidade, digamos, menos revoltante.

O que havia feito a sorte de Logan mudar, de modo tão efêmero? Na cabeça dele e de seus companheiros de batalha, a foto constituía a explicação mais sensata.
Ao fim do tempo de serviço (Zac Efron – determinado a provar que cresceu e não cantarola mais ao lado de bolas de basquete), Logan retorna aos Estados Unidos com a ideia fixa de procurar a dona do seu amuleto da sorte. Através de um farol que aparece na foto, ele localiza a cidade onde ela mora e a encontra.
Simples assim.

Pontos fortes:
1 – As cenas do conflito, no início do filme, são bem executadas e lembram o vencedor do Oscar de 2010 – Guerra ao Terror;
2 – A atuação carismática de Ellie, interpretada pela veterana atriz Blythe Danner (Entrando Numa Fria Maior Ainda, 2005) e do garoto Ben, vivido por Riley Thomas Stewart;
3 – A tentativa do artista californiano, ao pegar um papel mais profundo para fugir do rótulo do famoso musical adolescente, é muito válida.
Pontos fracos:
1 – A grande lacuna no quesito surpresa, já que não há incógnitas ou charadas, tudo é bastante claro e translúcido aos olhos do espectador. Por exemplo, todos sabem o final de um conto sparksiano: sempre há uma morte doce e romântica;
2 – Se o destino é fundamental para o andamento da história, o diretor Scott Hicks parece achar que também é essencial apresentar Zac Efron como objeto de desejo;
3 – A narração em off no prólogo funciona como um spoiler, estragando qualquer esperança de pôr em dúvida a quem assiste ao longa, de como será o epílogo.

O ingresso pode valer, dependendo do seu estado de espírito.
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