
Tony Scott era daqueles não muitos conhecidos do grande público e que a crítica especializada insistia em não reconhecer seus méritos por ser diretor de longas de um gênero pouco inovador e visto como alienante: os filmes de ação.
Para piorar, ainda tinha um irmão também cineasta (Ridley Scott) com obras mais clássicas ("Blade Runner", "Alien", "Thelma e Louise", "Gladiador") e um nome mais forte e conhecido tanto no mercado quanto entre o público e crítica.

Podem não ser clássicos, é verdade, mas são filmes que conseguem realizar exatamente aquilo que se propõem: colocar você em tensão constante, com ótimas cenas de ação, utilizando de maneira clara e nada confusa o que recursos técnicos disponíveis em Hollywood tem de melhor e nos fazer sair satisfeitos da sala de exibição.
E, ora, o que é mesmo o cinema de ação hollywoodiano senão isso citado acima?
A perda de Tony Scott é um duro golpe a um gênero tão maltratado por tantos diretores picaretas da atualidade.
Que a inteligência e riqueza de seus trabalhos ecoem muito mais que tudo feito por Michaels Bays da vida!
(21/06/1944 - 19/08/2012)
Belo tributo, Caio, merecido. Um abraço, de uma agradecida admiradora dos irmãos Scott, S.
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