De um lado, o lutador, que é considerado por muitos como o melhor de todos os tempos do MMA.
Do outro, um adversário extremamente provocativo, ofensivo, que não faz a menor questão de parecer simpático a quem quer que seja.
Se isso não bastasse, semanas antes da luta, ambos trocam frases nada amigáveis, o que cria um clima hostil quase nunca visto antes de uma defesa de cinturão.

No quinto e último round, ele novamente começa perdendo, mas faltando pouco tempo para o fim, ele tira
da cartola uma impensável finalização, e vence uma luta que estava perdida.

Então surge no caminho do brasileiro o lutador norte-americano Chael Sonnen, que faz questão de criticar e provocar Anderson publicamente, criando um clima de grande expectativa para a luta, que poderia representar a saída do brasileiro do UFC em caso de derrota.

Aqui Anderson não é colocado como santo, como é visto numa cena em que ele mostra impaciência com perguntas feitas antes da luta.Mas no caso de Sonnen fica difícil não encaixá-lo como um vilão bem tradicional, pois fica claro que o norte-americano é um imbecil, chegando até a duvidarmos de sua sanidade mental, como é citado pelo empresário de Anderson.

E não digo isso como um fã do esporte, que realmente sou, mas como alguém que vendo um filme, não consegui achar aquela luta tão memorável assim.
Além disso, o filme tem um som ruim, e em alguns momentos mal conseguirmos ouvir o que os personagens estão dizendo, pois fica claro que em diversas cenas o áudio não foi captado corretamente e fica competindo com elementos externos que dificultam o entendimento do que está sendo dito.
E se não fosse o bastante, certos enquadramentos são extremamente mal feitos, e outros querem justificar o mau uso da câmera como se fosse uma opção de estilo, que nada contribuem para o filme.

Ao mesmo tempo, é uma oportunidade para àqueles que não conhecem o esporte, ou que não gostam dele por o considerarem violento, o conhecerem de perto e, quem sabe, até mudarem seus conceitos.

Não ofende, nem rouba ninguém, mas faltou bastante coisa pra que ele conseguisse ficar na memória, como o próprio Anderson faz quando o vemos lutar.
NOTA: 5,0
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