sexta-feira, 1 de abril de 2011

Momento Set Ufam - Fevereiro de 2008

             Por Renildo Rodrigues


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Hoje, eu e a equipe do Set Ufam vamos inaugurar aqui um espaço para recordar todas as histórias do programa na TV – que, nesses últimos três anos, nos rendeu uma trabalheira desgraçada, mas também muitos momentos de prazer. A gente ainda aproveita pra mostrar coisas que fizemos antes da criação do blog, um período grande (acho que temos um ano de material), com muitos quadros que vale a pena rever.

 Uma das coisas de que me lembro é a verdadeira dor de cabeça que foi a gravação do segundo programa. O piloto e o primeiro programa já não haviam sido fáceis, mas o segundo...

Do alto da nossa inexperiência, já tínhamos descoberto algumas coisas: que formato o programa teria em definitivo, o que funciona em texto de TV, como fazer locução, edição... coisas que aprendemos na marra, pois o tempo corria e precisávamos multiplicar as atividades. Tínhamos uma equipe com seis pessoas – eu, o Caio, o Rafael Ramos, o César Nogueira, o Thiago Guedes e a Flávia Rezende (que apresentavam), sendo que a maior parte do trabalho ficava com o Rafael, o Caio e eu. Era nossa a parte de bolar os textos e as chamadas (eu e o Caio), filmar (o Rafael, o Caio e eu) e editar tudo (os três, de novo). O programa, então, era mensal, o que nos dava um prazo de três semanas para aprontar o Set. Parecia razoável – e é –, mas seria insuficiente para tudo o que deu errado.
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Não lembro de todas as matérias que fizemos (já são três anos, galera), mas sei que havia uma sobre o Titanic (acho que era aniversário do filme) e uma biografia da Kate Winslet. Naquele período, havia poucas reportagens e muito material com locução, o que nos permitia ter tudo gravado com uma semana de trabalho. A verdadeira quimera era a chamada pós-produção: juntar a bagunça toda e dar-lhe algum sentido.

Nós nos dividíamos em três computadores pra ganhar tempo. Ao menos, tentávamos. Às vezes algum familiar do Rafael precisava do computador; às vezes faltava um mouse para um de nós; e, às vezes, era a pilha do mouse que acabava. Saíamos todo dia direto da faculdade para a casa do Rafael, chegando sempre por volta do meio-dia. Nenhum de nós tinha emprego, o que nos obrigou a ter que dispensar o almoço algumas vezes (aliás, obrigado a todos que me ajudaram a pagar o almoço nesse período, especialmente ao Caio e ao Rafael :). Eu, por causa disso, vivia gripado. Era dar sexta-feira e o que para alguns significaria balada pra mim era dor de garganta e febre.


Mas o que o segundo programa teve de mais medonho foram os incessantes “pregos” que ocorreram no computador principal, onde estava armazenada a maior parte do programa. E também, graças ao nosso descuido, a ausência crônica de memória pra armazenar novos arquivos. Lembro do quanto as coisas esquentaram quando fazia apenas um dia para o novo programa ir ao ar, e não tínhamos sequer um terço dos quadros prontos! Por causa disso, eu, o Caio e o Rafael nos lançamos numa verdadeira maratona, das 11h da manhã do primeiro dia até as 19h do seguinte, terminando a apenas três horas (!!!) do programa ir para o ar. Aconteceu de tudo: montanhas de arquivos pessoais do Rafael apagados, revezamento no cochilo, discussões, partidas de videogame para nos manter acordados e... de novo, falta de memória pra criar o arquivo definitivo, a chamada renderização, um processo lento (ainda mais num computador lotado), que teve de ser repetido duas ou três vezes...
Mas foi entregue, e, ainda que tenha saído meio tosco por causa desse aperto todo, me orgulho em lembrar do quanto nos esforçamos para cumprir nossa parte com a TV Ufam e, principalmente, com o nosso público. Depois dessa, tínhamos que melhorar um pouco, né?

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